sábado, 24 de abril de 2010

A vida profissional - o entediado.

A profissão escolhida para exercermos em nossa vida deve ser uma que nos agrade. Que saibamos que com o tempo não ficáramos entediados e desmotivados a fazer nosso trabalho. O tédio pode ser definido como a ausência de adrenalina, que por acaso é estimulada em nosso corpo através principalmente, do medo. Então o tédio, podemos dizer, é a ausência do medo. Segundo o psicanalista Paulo Galdencia, “o medo é o sal da vida”, e ele então, requalificou-o em quatro principais funções. Uma dessas funções cabe ao nosso tema. A de paralisar. O medo nos paralisa. E isso, através da agressividade considerada combustível da ação, nos faz agir. Em uma situação em que nos sentirmos desafiados pelas tarefas de nosso trabalho sentimos o medo por trás do desafio e a mobilização por trás da agressividade e isso nos trás adrenalina, nos sentimos bem fazendo aquilo e não sentimos tédio.

Uma das mais importantes razões pela qual a mulher hoje em dia domina o mercado de trabalho é o fato de que nas gerações em que isso começou a ocorrer à mulher passou a ser mais sensual e agressiva em relação ao seu papel na sociedade. Coisa que jamais poderia ocorrer antes, porque outrora a mulher era símbolo de fragilidade e não podia se mostrar. A repressão resultou em grandes ações, que fizeram com que ela ganhasse terreno no mercado.

Então a melhor vida profissional seria aquela baseada na conquista de desafios. Na ultrapassagem de obstáculos impostos por nosso trabalho. A pessoa que escolhe uma profissão visando apenas ao lucro, tem uma boa probabilidade de passar o resto da vida trabalhando com coisas que não lhe são agradáveis, não lhe despertam o interesse, e será extremamente estressante, ou seja, sua vida profissional se tornará um tédio.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O corpo.

Qual é a consideração que temos em relação ao nosso corpo? Será que não devíamos parar para pensar sobre isso?

Nosso corpo é como a casa de nossa alma e personalidade. Através dele expressamos nossos sentimentos, seja com um toque de afeto, uma lágrima de tristeza ou um sorriso de alegria. Porém, muitas vezes não damos atenção ou não percebemos o quanto ele é importante. Montaigne aborda vários assuntos sobre este tema. O que mais me chamou atenção foram as idéias que giram em torno do fato de que: se pensássemos menos sobre as “imperfeições”, sobre os padrões de restrições do corpo que a sociedade nos impõe ou até nós mesmos as vezes, seriamos mais felizes em relação ao nosso corpo e em conseqüência, na vida em geral. Não arriscaríamos nossa vida e saúde com o uso de recursos para modificá-lo. Não teríamos vergonha de falar sobre nossas necessidades básicas, mostrá-las, fazê-las. Algumas pessoas não se sentiriam excluídas ou inferiores em função de sua falta de sagacidade. Em fim, não nos sentiríamos repreendidos ao sermos julgados por nossos hábitos ou costumes que não são aprovados.
O corpo é o nosso canal de comunicação com o meio em que vivemos e isto é um fato. Uma pessoa que não tem ou perdeu a visão, por exemplo, não conseguirá mais se comunicar visualmente com os que lhe rodeiam.
Todos os membros que constituem nosso corpo, direta ou indiretamente, servem a apenas um propósito: manter-nos em constante contato e relação com o mundo, a natureza, com as pessoas, com a vida.